Mídia seletiva, eticamente rentável

Mídia seletiva, recrimina as drog4as mas não tem moral para vetar comerciais de cerveja

Por Gazeta da Mata


Esta é uma Crônica de humor, qualquer semelhança é mera coincidência. Não fazemos citações diretas, a analogia fica por conta do leitor. 

Em um lugar chamado Publicitária, uma contradição andando de salto alto e batom vermelho. A mídia, essa rainha do drama e do glamour, tinha um caso de amor e ódio com dois primos: o Sr. Cerveja e o Sr. Drog4s.

O Sr. Drog4s era o vilão da história, sempre vestido de preto e com uma risada maléfica de fundo. "Não use drog4s!", gritavam os comerciais, enquanto imagens de jovens desolados e famílias em ruínas passavam na tela. A mensagem era clara: o Sr. Drog4s era um monstro que devia ser evitado a todo custo.

Mas oh, quando o relógio batia no horário nobre, o Sr. Cerveja entrava em cena com uma fanfarra de alegria. Ele era o galã, que trazia amigos, festas e belas mulheres. "Beba com moderação", piscava o aviso no canto da tela, mas quem prestava atenção nisso quando havia tanta diversão e glamour?

E assim, a mídia dançava seu tango hipócrita, recriminando um primo enquanto exaltava o outro. O povo do reino Publicitária ria e brindava com suas canecas de cerveja, enquanto sussurravam sobre os perigos do Sr. Drog4s.

Mas eis que surge um grupo de sábios, os Cientistas Sociais, que começaram a questionar essa narrativa. "Será que não estamos sendo um pouco seletivos?", perguntavam eles, coçando suas longas barbas brancas. "Afinal, ambos são substâncias que alteram a mente e podem causar dependência."

O reino ficou em alvoroço com tal revelação. Será que a mídia teria que mudar seu roteiro? Será que o Sr. Cerveja perderia seu status de celebridade?

Enquanto isso, no bar da esquina, o Sr. Cerveja dava uma risadinha e pedia mais uma rodada. "Saúde!", ele brindava, sabendo que, por enquanto, seu glamour ainda estava intacto.

A narrativa do reino Publicitária, a disputa entre o Sr. Cerveja e o Sr. Drog4s é uma metáfora para os desafios enfrentados pela sociedade em relação ao consumo e à influência da mídia. Não há um vencedor claro, pois ambos têm impactos significativos na cultura e nas escolhas pessoais. A mídia, como rainha do drama e do glamour, continua a jogar um jogo delicado, equilibrando a promoção do entretenimento com a responsabilidade social. No final, o verdadeiro “vencedor” é o poder da mídia de moldar a narrativa e influenciar o reino Publicitária. 

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