Negócios da Índia: Urbanização sem Mobilidade

Negócios da Índia: Urbanização sem Mobilidade

Por Gazeta da Mata

Esta é uma Crônica de humor, qualquer semelhança é mera coincidência. Não fazemos citações diretas, a analogia fica por conta do leitor. 

Em um município chamado Desorganizópolis, um lugar que cresceu tão rápido quanto a popularidade de um influenciador digital. O crescimento foi tão acelerado que, se piscasse, você perderia a construção de um novo prédio. Mas, como em muitas histórias de ascensão meteórica, algo foi esquecido: a infraestrutura de mobilidade.

Os recursos? Ah, eles chegaram aos montes, como se fossem chuvas no sertão após anos de seca. Mas, como diz o ditado, dinheiro na mão é vendaval, e em Desorganizópolis, o planejamento foi levado junto com a ventania.

Deficiência de Planejamento Estratégico, são aos “montes”.

Os líderes de Desorganizópolis tinham tantos planos quanto um adolescente na véspera de um encontro. Eles sonhavam alto, mas quando se tratava de planejamento estratégico, bem... vamos dizer que eles eram mais estratégicos em escolher onde almoçar do que em planejar a cidade.

O trânsito era uma obra de arte abstrata, onde cada carro parecia seguir seu próprio fluxo criativo. As ruas eram tão congestionadas que os motoristas tinham tempo de sobra para aprender um novo idioma enquanto esperavam no tráfego.

As leis urbanísticas eram tão vagas quanto a resposta de um político em época de eleição. A cidade tinha mais exceções do que regras, e a única lei que parecia ser seguida era a lei de Murphy: se algo pode dar errado, dará.

No final, Desorganizópolis era um lugar de paradoxos: cheio de movimento, mas sem mobilidade; rico em recursos, mas pobre em planejamento. E enquanto os cidadãos sonhavam com o dia em que poderiam se deslocar livremente, os líderes ainda estavam tentando descobrir como usar um mapa.

Moral da história: Nem só de recursos vive uma cidade, mas de um bom planejamento também.

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